quarta-feira, 19 de julho de 2017

Meu Amor, Deixa-me Adormecer...











Eu adormeço no teu peito,
Os teus braços envolvem a minha alma
Em silêncios protetores
E um azul sossego
Expande em mim
A serenidade
Que navega
Na pacificação do teu ser.

Tuas mãos nos meus cabelos
A presentificar
Este amor sublime
Que transfigura
Os barulhos de
Um mundo explosivo.
Em ti
Mora a minha infinitude
Com asas.
És o meu universo
Escolhido,
A brilhar nos meus olhos
A tua imagem
Na janela da minha alma!...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alberto Pancorbo.



      

                         


                        

domingo, 16 de julho de 2017

Não Importa o Tempo da Colheita





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Foge em mim
A esperança
No sentido contrário
Da certeza.
Meu coração
Sopra a tristeza
De uma Pátria saqueada
Sem nome.

O homem
Político-esperteza
A dissimulação na mesa,
As mentiras como bandeirinhas
Enfeitando o salão da indecência.
Cada gesto
          Ato planejado
-Atmosfera de glória-
        Sem perdão.

Fica em mim
A serenidade
De saber que a vida
Tem  suas leis
Tão justas no plantio,
Sempre se colhe o que planta,
Não importa o tempo da colheita.

A vida,
Percurso nos mistérios
De um rio,
Acima da pequenez dos homens.




Suzete Brainer (Diritos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe.


sábado, 8 de julho de 2017

Aos Poetas...





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 Sempre estarei atenta,

À gentileza da alma.

Esta me mobiliza

Um sorriso aberto,

Uma mão estendida...

Gosto de ser conduzida

Pelo olhar dos poetas,

A desconstruir a normalidade;

Flutuar pelas curvas da invisibilidade,

Sentir as palavras na efervescência

Da brevidade dos instantes libertários,

Nas páginas da vida...



Acredito nas almas dos poetas,

Encantadores do tempo,

Equilibristas:

Passos entre o sonho e a realidade.

Existe uma magia sobre os poetas,

Uma insubordinação do imaginário,

Uma transgressão da mortalidade,

Uma sede visceral

Da emoção...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Ignat Ignatov


Dedico a todos, no espaço de cada um,

encontro a arte singular e bela.

Encantadora aos meus olhos...

PS: Para mim, o poeta não só é

quem escreve, mas também o que sente,

olha o mundo e traduz em arte.




                             

domingo, 2 de julho de 2017

O Canto da Vida...





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Ela caminhou, caminhou pelo seu espaço aberto de certezas, tão suas, que tocava uma a uma, no reconhecimento da sua história. A sua memória de caixa azul, na qual todas as borboletas do seu céu da boca voavam nas manhãs ao redor do sol.

O silêncio que lhe acompanhava, tocava para as borboletas se sentirem livres dos ruídos urbanos; esperava a paz vesti-la numa suave valsa de sentidos que sempre lhe pertenceram.

Ela sabia que cada dia é como folha a ser vestida no calor da emoção, mas o raciocínio claro como uma faca a fez cortar o pessimismo intruso e deixar as mãos dançarinas nos gestos do amor.

Foi quando ela desnudou todo o seu pensamento e constatou a vida dentro dela, que canta a alegria, numa dose equilibrada de sossego!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe.





                                      

               
                                    


sábado, 17 de junho de 2017

Sem Voo...





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Tem dias que tudo
Fica no oco do vazio.
Palavras se desintegram
E o olhar não viaja
Pela  beleza.
A poesia se quer crua
Na lucidez de uma realidade limitante.
Verbos como navalha a cortar
A mortalha da nostalgia;
Uma lembrança qualquer no terreno
Da infância repleta  de risos
Que restabeleça o voo da fantasia...

O som colhido pela memória...
A voz da minha avó
A me dizer:
“Tu sabes voar, minha bonequinha?”



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Dias Emudecidos...




Os dias revestidos de um silêncio,
saltitantes de esperas
e o mundo explosivo,
distante  de uma serenidade
que pouse nos olhos humanos...

Os relógios do tempo
a virar poeira
de uma esperança nacional
ultrajada e roubada.
Páginas sem calendário de ordem,
os roubos sucessivos
na vitrine dos escândalos,
numa parcialidade criminosa...

Os dias são assim, doridos
de uma Pátria destroçada,
notícias a ficarem amareladas
e o jornal no percurso de uso
sem nenhuma
esperança de decência,
sem nenhum brilho
de orgulho nacional,
     Sem recursos
     Sem leis e direitos
     Sem identidade...

Os dias emudecidos,
reflexos
de um sol escondido
que não traz
a esperança de dias melhores...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Aviso: Quando voltar ao ritmo normal do voo da partilha,
            visitarei os espaços de arte dos amigos...
            Beijo e Abraço de Paz! 






                                  



                                             

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Clara Claridade...





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Clara
Liberdade,
Insinuante luz
Em verdade
A desabrochar no
Teu sorriso
       Explosivo
      Contagiante...

Clara
Originalidade
Nos compassos
Deste teu coração
                  Gigante
                 Generosidade...

Clara
Nos posicionamentos,
Distinta personalidade
A espalhar
         No ar
A claridade
       Etérea
De outra galáxia...

Clara,
Claridade,
Sorriso que espelha
O sol
Sem sombras.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.

Dedicado a minha sobrinha e afilhada
(filha de coração e alma...),Clara Lobo Brainer,
no seu mês de aniversário...
Beijinhos para ti, Cla!



                               


                               


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Igualdade É o Teu Nome...





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O teu nome,
Igualdade,
Pousa na leveza
Dos dias ásperos de preconceitos.

Vem,
Igualdade,
Incorpora em tua força
Algum sentimento nobre
De irmandade,
Nesta raça humana
De guerra.

Os olhos são ferozes
Na condenação,
As mãos são facas
Na segregação;
E na escassez
De abraços,
Resta
O sol para todos!...

Igualdade é o teu nome
Que passeia
Na minha utopia de mundo.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.


Aviso: Estou no momento sem quase tempo disponível para
          o voo da partilha que tanto aprecio, irei devagar nas
          postagens aqui e nas visitas nos espaços dos amigos. 
          Quando tiver condições, voltarei ao ritmo normal.
          Agradeço a compreensão de todos.
          Beijo e Abraço de paz!...





                            

      



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Grandes Poemas Que Eu Adoro




Unidade


Minh’alma estava naquele instante
Fora de mim longe muito longe

Chegaste
E  desde logo foi verão
O verão com as suas palmas os seus mormaços os seus
                                                  [ventos de sôfrega mocidade
Debalde os teus afagos insinuavam quebranto e molície
O instinto de penetração já despertado
Era como uma seta de fogo

Foi então que minh’alma veio vindo
Veio vindo de muito longe
Veio vindo
Para de súbito entrar-me violenta e sacudir-me todo
No momento fugaz da unidade.


Autor: Manuel Bandeira.

Livro: poesias reunidas Estrela Da Vida Inteira.



Manuel Bandeira: Nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1886. Em 1913, Manuel Bandeira convive com o poeta francês Paul Éluard, nesta partilha com o poeta possibilita para a poesia do Bandeira o verso livre, o tornando o mestre do verso livre no Brasil. Em 1921, conhece Mário de Andrade e colabora com a revista modernista e se engaja no ideário modernista. Em 1940 foi eleito para Academia Brasileira de Letras. Ao completar oitenta anos, em 1966, publica “Estrela da Vida Inteira”. Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho faleceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro de 1968. 




                    





quarta-feira, 17 de maio de 2017

As Folhas Amareladas




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Aquela folha amarelada

num canto do chão,

transportou-me no tom

nostálgico,

no rapto do instante-presente,

de repente a menina

que corria nos quintais,

os pés brancos que

realçavam sobre as folhas amarelas queimadas,

pisadas,

emitindo o som da liberdade das horas

nas tardes recolhidas de sol...


Agora, neste instante

colhido em pensamento flutuante, 

a mulher com as asas da menina,

voa simplesmente

levando as folhas...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Daniel Gerhartz.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Rodopio das palavras...






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Bailando nas pontas dos pés
Desenhou um coração
Acelerado de paixão.
Todas as palavras voaram
Tontas,
Sem sentido de realidade...

A amplitude dos gestos
Ficou nos olhos,
A rodopiar
No sonho da entrega!




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Richard S. Johnson.





                             

sábado, 6 de maio de 2017

Belchior, o Poeta eterno!...





Belchior, um poeta eterno que, na excelência das suas canções, evoca emoção e humanidade, numa poesia musical, original e atemporal.

O poeta compositor-cantor-intérprete desprezava a fama-dinheiro como uma dupla explosiva de alienação, porém, com uma singularidade rara que cantava:
 "Não sou feliz, mas não sou mudo
 Hoje eu canto muito mais.” (Música: GALOS, NOITES E QUINTAIS).
                       
Eu tive a dificuldade de escolher as suas músicas, amo a sua poética musical e por isso resolvi deixar duas músicas com as letras aqui neste meu espaço.
Quando um Poeta morre escurece o mundo. Ficamos com a claridade da sua poética a nos guiar na beleza eterna da arte!...
Viva a Música Brasileira!!
Viva o Músico-Poeta, o Artista Belchior!!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados).







                        PARALELAS


Dentro do carro, sobre o trevo a cem por hora, oh! Meu amor
Só tens agora os carinhos do motor
E no escritório em que eu trabalho e fico rico
Quanto mais eu multiplico diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio vejo a luz do seu olhar
Passas praças, viadutos, nem te lembras de voltar
De voltar, de voltar

No corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel e o que é paixão

E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu
No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça e grito
Grito quando o carro passa: teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu

No corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel e o que é paixão






                                               


Na Hora do Almoço




No centro da sala, diante da mesa
No fundo do prato comida e tristeza
A gente se olha, se toca e se cala
E se desentende no instante em que fala
Medo, medo, medo, medo, medo, medo
Cada um guarda mais o seu segredo,
A sua mão fechada, a sua boca aberta,
O seu peito deserto, a sua mão parada,
Lacrada, selada, molhada de medo
Pai na cabeceira, é hora do almoço
Minha mãe me chama, é hora do almoço
Minha irmã mais nova, negra cabeleira
Minha avó reclama, é hora do almoço
Moço, moço, moço, moço, moço, moço
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida





terça-feira, 2 de maio de 2017

Sou o Teu Sol em Todas as Estações...




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Deixa que eu te olhe
A percorrer a luz que em ti
Desenha o meu nome
Na força do nosso destino.

Deixa que eu te percorra
A tocar suavemente
Os meus lábios Sol
De amor eterno.

Deixa-me em ti,
Guardo-te contra o mal
Com a veracidade
Da proteção,
Com os olhos fechados
Do altar da minha alma.

Deixo em ti
As pétalas vermelhas
Da minha paixão
Aquecida
Nos dias de Sol,
Em todas as estações.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Michael e Inessa Garmash.


domingo, 30 de abril de 2017

A Paz que Fala





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                                                             "Nunca irei a uma manifestação contra
                                                              a guerra, se fizerem uma favor pela
                                                              paz chamam-me." (Madre Teresa de Calcutá).



Esta paz refletida do céu,
Um azul suave nas pétalas
De um coração;
Quase incomum
Aos compassos da velocidade
De um mundo agressivo.

Esta paz
Ignorada
Machucada
Pelo verbo
Guerrear da humanidade.

Esta paz
Jogada ao lixo
O verde queimado,
Seres desalojados
E  um mundo
Dividido entre
Aqueles sem casas
E as casas-mansões
Com suas grades de proteção...

A pior grade
É a insensibilidade
A  destruir o mundo, 
Sem que os humanos
Compreendam o
Significado da
PAZ!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.





                       



sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Insubmissão da Borboleta Azul





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Asas de uma borboleta
            Azul
       Que
Decifrou no voo
A liberdade de Ser;

Não permitiu a
Intromissão
Dos seus gestos delicados
E arriscou com a sua liberdade
Toda a fragilidade da sua existência.

As pedras permaneceram
Sólidas e eternas
A serem pisadas no caminho.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina karadjova.



                        

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Crônicas e Contos Que Eu Adoro!




Das Vantagens de Ser Bobo



O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." 

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. 

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. 

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu. 
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" 

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! 

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. 

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. 

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas! 

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.


Autora: Clarice Lispector.


Clarice Lispector: Nasceu em Tchetchelnik, pequena cidade da Ucrânia, e chegou ao Brasil aos dois meses de idade, naturalizando-se brasileira posteriormente.Criou-se em Maceió e Recife, transferindo-se aos 12 anos para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito, trabalhou como jornalista e iniciou sua carreira literária. Viveu muitos anos no exterior, em função do casamento com um diplomata brasileiro, teve dois filhos e faleceu em dezembro de 1977, no Rio de janeiro. 




Num mundo repleto de "espertos", Ser "bobo" é um ato poético, lírico, transgressor  e libertador!...
Viva o estado de Ser "bobo"!
Eu sou boba com a grandiosidade da literatura da Clarice Lispector, com um ineditismo expressivo, que nos toca de forma inesquecível. A escrita da Clarice Lispector reside em nós para sempre...




Dois grandes Artistas nordestinos: Alceu Valença (pernambucano e autor da música - Coração Bobo -) e Zé Ramalho (paraibano), nos deixa bobos num encantamento ao escutá-los!